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Laboratório de Análise de Sementes Florestais - LASF
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A criação do banco ativo gera, conseqüentemente, uma demanda de pesquisa científica. O armazenamento de sementes torna-se ineficiente quando forem escassas e imprecisas as informações das características fisiológicas em relação ao armazenamento, patologia de sementes, entomologia e da identidade genética das espécies arbóreas nativas. 

As pesquisas realizadas pelo BASEMFLOR® concentram-se, atualmente, em sementes de espécies arbóreas da Mata Atlântica, pouco estudadas ou de tecnologia ainda desconhecida. As seguintes linhas são prioritárias:

fisiologia das sementes armazenadas;
metodologia para testes de germinação e superação de dormência;
identificação de fungos e insetos associados às sementes de diferentes ecossistemas;


O trabalho de pesquisa, conduzido por este projeto, tem possibilitado caracterizar geneticamente a espécie arbórea, conhecer sua distribuição geográfica, o comportamento fisiológico das sementes, os fungos e insetos a elas associados bem como sua qualidade sanitária, entre outras informações que estão enriquecendo o conhecimento sobre as espécies nativas brasileiras.

Os trabalhos fisiológicos têm indicado como armazenar a semente de diferentes espécies, qual temperatura utilizar, por quanto tempo armazenar e como o armazenamento influi em sua germinação. Esses resultados serão úteis para a expansão do Basemflor e também para o incentivo à criação de outros bancos.

Os insetos e fungos que danificam as sementes estão sendo identificados e catalogados, em parceria com a UFPR, possibilitando a quantificação das injúrias promovidas por esses organismos na germinação das sementes e na qualidade das mudas.

Por que começar pela Mata Atlântica

O estado atual de devastação da Floresta Ombrófila Densa (Floresta Atlântica), conhecida popularmente como Mata Atlântica, é o resultado de quase cinco séculos de colonização, expansão da agricultura e da urbanização no Brasil. Esta floresta abrange cerca de 1 milhão de quilômetros quadrados, estendendo-se, praticamente, por toda a faixa litorânea brasileira. A Floresta Tropical Úmida, que faz parte da Floresta Atlântica, está reduzida a 4% de sua cobertura primária e, nos Estados do Sul, esta situação não é muito diferente. Os fragmentos ainda existentes representam um importante banco genético de valor inestimável.

Paralelamente, as ações efetivas de recomposição da cobertura florestal têm sido muito tímidas. Para agravar esse problema, não existia, no país, uma instituição que dispusesse de um banco ativo de germoplasma florestal de espécies nativas que atuasse nacionalmente, fornecendo sementes aos mais diversos projetos.