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A pupunheira (Bactris gasipaes Kunth var. gasipaes Henderson), família arecaceae, é uma espécie amazônica para múltiplo uso, sendo suas principais utilidades a produção de palmito e de frutos comestíveis ou para fabricação de ração de excelente valor nutritivo. Suas folhas são apreciadas por animais ruminantes e não-ruminantes, podendo ser utilizadas na cobertura de casas e abrigos; sua madeira pode ser utilizada na fabricação de artesanatos e arcos.
Sua vocação mais utilizada atualmente é como planta produtora de palmito de excelente qualidade culinária, sendo vendido em vidros para exportação ou consumo interno, in natura ou como palmito fresco. Esta última modalidade somente é possível com esta espécie, pois seu palmito oxida-se bem mais lentamente que os palmitos de açaí, juçara e palmeira real pelos baixos níveis de certas enzimas ligadas ao processo de oxidação. As características de seu palmito são: cor levemente amarelada, levemente adocicado e muito tenro ou macio. Podem ser aproveitados para o preparo de saladas e pratos típicos, o palmito de primeira, creme ou tipo de exportação, além da parte basal, comercializado em rodelas, utilizado em churrascarias, e o palmito de ponta, picadinho ou folhas tenras, utilizado em pizzas e como aperitivo. As fibras do palmito melhoram a digestão dos alimentos, principalmente aquelas compostas da fração hemicelulose.
Os frutos da pupunheira são ricos em b-caroteno. É muito apreciado, quando cozido, pelos povos do norte do Brasil. Possuem variadas cores, predominando o vermelho, verde e amarelo. Variam do mais amiláceo (mais amido) ao mais fibroso e em tamanho. A ração produzida a partir da polpa de frutos de pupunha substitui o milho na alimentação de aves e porcos.
As folhas de pupunheira têm sido apreciadas por capivaras, carneiros, bodes e gado. A reposição das mesmas ao solo após o corte do palmito, além de exercer o papel de proteção do solo contra erosões, fornece nutrientes como N e K, importantes à produtividade de palmito.
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