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Histórico do SisPP

  A idéia de reunir experiências envolvendo o monitoramento da dinâmica de crescimento em florestas, através de parcelas estabelecidas permanentemente no campo e remedidas periodicamente, partiu da gerência do Programa Nacional de Florestas (PNF) do Ministério do Meio Ambiente – MMA, em 2004, com o lançamento de um edital público edital no âmbito do projeto FAO/TCP/BRA/2902.  Tal edital encomendava às instituições de ensino e pesquisa, a elaboração de uma proposta para o desenvolvimento do Modelo Metodológico para o Sistema Nacional de Parcelas Permanentes (SisPP). 

  Tal iniciativa coincidiu com a ocasião em que a Embrapa e, particularmente a Embrapa Florestas, estava discutindo seu Planejamento Estratégico para o período 2004-2007, envolvendo a pesquisa florestal.  O momento oportuno para reafirmar parcerias bem sucedidas em várias outras ocasiões e aceitar, conjuntamente, o desafio de delinear um modelo para o monitoramento qualitativo e quantitativo dos recursos florestais do País, naturais ou plantados, sob a forma de esforço multidisciplinar e multiinstitucional.

  Assim, a Embrapa Florestas candidatou-se e foi selecionada para a elaboração do projeto.  O Modelo Metodológico para o SisPP, desenvolvido por pesquisadores da Embrapa Florestas, em parceria com técnicos do Programa Nacional de Florestas – PNF, de outras Unidades da Embrapa e de outras instituições foi apresentado, discutido e aprovado, em Workshop ocorrido em 02 e 03 de Setembro de 2004.  O evento reuniu aproximadamente 90 estudiosos dos diversos aspectos que envolvem o tema parcelas permanentes.  O Modelo apresentado no evento, após a incorporação das alterações aprovadas pelo público participante, foi publicado na Série Documentos no 106, da Embrapa Florestas, em CD-Rom e em papel. 

  O Modelo convergiu para uma estrutura em rede, buscando a interligação entre iniciativas já existentes e compostas por instituições diversas como órgãos governamentais e universidades, como a Rede de Monitoramento da Dinâmica de Florestas da Amazônia Brasileira e a Rede de Manejo Florestal da Caatinga.  Nos anos de 2005 e 2006, foram estimuladas a concretizarem-se iniciativas naquele momento ainda em formação, e no momento já institucionalizadas, como a Rede de Parcelas Permanentes no Cerrado e Pantanal e a Rede de Parcelas Permanentes na Mata Atlântica e Pampa. A Rede de PPs em Florestas Plantadas já está em fase de pré-projeto. 

  O Governo Brasileiro está se estruturando - de diversas formas - para se adequar às necessidades de planejamento, compatibilização e harmonização das políticas públicas setoriais.  Com a aprovação da Lei de Gestão de Florestas Públicas (Lei 11284, de 03 de Março de 2006), a criação do Serviço Florestal Brasileiro (SFB) e a institucionalização do Fundo de Desenvolvimento Florestal, o PNF ganhou aliados na promoção do desenvolvimento da tecnologia e geração de informações que atendam aos princípios de sustentabilidade.

  Agora, a partir de Maio de 2007, um dos temas programados para fazer parte do novo Sistema Nacional de Informações Florestais se consolida, com a aprovação, pelo MMA, de projeto apresentado pela Embrapa Florestas para estruturar, implantar e coordenar o SisPP, atividade já em plena execução.

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